Roedores

Existem mais de 1700 espécies das quais apenas 125 são consideradas pragas. As espécies comensais são 3: Rattus rattus (rato preto ou rato do telhado), Rattus norvegicus (ratazana) e Mus musculus (murganho ou ratinho).


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Os roedores comensais são mamíferos de hábitos alimentares omnívoros que têm como principal característica fortes dentes incisivos que crescem continuamente (3mm/dia) e consequente necessidade permanente de roer. O acto de roer ajuda a desgastá-los. Dentes caninos e pré - molares são inexistentes, havendo no local um espaço denominado diastema, que lhes permite roer materiais não alimentares sem colocá-los na boca.

Apesar de fraca visão apresentam os outros sentidos muito apurados, possuindo vibrícias (bigodes) que possibilitam um elevado sentido do tacto. Por este motivo têm hábitos nocturnos e conseguindo mover-se livremente, encontrar alimento e fugir de predadores no escuro. O olfacto, por exemplo, é bem desenvolvido. Por onde passam, deixam odores que servem para a orientação de outros indivíduos da colónia. São excepcionalmente cuidadosos e com grande capacidade de aprendizagem a partir de experiências sofridas por qualquer membro do grupo.

Os roedores comensais têm alta taxa reprodutiva, rápida maturação sexual e grande número de filhotes por gestação, porém o crescimento populacional pode ser limitado por diversos factores, nomeadamente a disponibilidade de alimentos. Para controlar os roedores, além do uso de raticidas é necessário eliminar os meios de sobrevivência através do saneamento ambiental.
 
 
Impacto nas explorações pecuárias
 
- Vectores de bactérias, vírus, fungos e parasitas (peste bubónica, doença de Aujesky, salmonelose, febre aftosa).
 
- Espoliação e contaminação dos alimentos (consomem 10-15% do seu peso corporal diariamente).
 
- Destruição de instalações, equipamentos e circuitos eléctricos.
 
- Provocam stress nos animais
 
 
Prevenção
 
- Instalar barreiras físicas para impedir o acesso às instalações (vedar frestas, ralos e orifícios).
 
- Acondicionar correctamente os lixos orgânicos (dentro de sacos de plástico ou em caixotes com tampas).
 
- Eliminar fontes de alimento e água (acondicionar correctamente os alimentos, manter limpas as instalações dos animais).
 
- Eliminar abrigos (remover vegetação e entulhos, tapar buracos, manter limpos os terrenos baldios).
 
- Inspeccionar periodicamente os locais / materiais que possam servir de abrigo / transporte para os roedores.
 
Controlo
 
A desratização tem como objectivo a redução da população, sendo difícil a sua eliminação total e definitiva. A desratização química deve ser acompanhada de um plano de higiene e adaptar a colocação dos iscos às características do local.
No caso de Rodilon Pasta Profissional os iscos devem ser colocados nos locais de passagem e de alimentação dos roedores, nomeadmanete junot a paredes, entrada de armazéns, palheiros, etc. (ver figura).
Os iscos devem ser colocados de 10 em 10 metros, protegidos por tubos de plástico, telhas, caixas com entrada e saída, etc.).

No caso de ratazanas, deverão ser colocados 100 a 200g de Rodilon Pasta Profissional por posto de engodo.

No caso de ratinhos deverão ser colocados 10 a 20 g de Rodilon Pasta Profissional por posto de engodo.

O isco deve ser substituido depois de estar todo consumido.


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